Future Knight Launch Trailer: Now on PS5, Xbox Series, Switch, and PC

Aeternum Game Studios e Studio Koba anunciaram que Future Knight chegou ao mercado em novas plataformas: PS5, Xbox Series, Switch e PC. O jogo é um shoot ‘em up de ação em 2D com foco em combate rápido, uma ideia central de “sinergia” entre dois corpos jogáveis e uma estética “neo-retro” inspirada em ecrãs LCD e na vibração de jogos portáteis clássicos.

Um lançamento multi-plataforma com uma proposta bem específica

Com a disponibilidade confirmada para PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC, Future Knight entra num conjunto de ecossistemas onde o estilo “run-and-gun” em 2D costuma ter um público fiel. O preço mencionado no comunicado para a PlayStation Store no Brasil é de R$ 85,50.

Em termos de identidade, a premissa do jogo tenta não só ser “mais um shmup”: ele mistura a nostalgia de ecrãs LCD com violência moderna, além de construir a jogabilidade em torno de trocas instantâneas entre funções de combate diferentes.

O “relógio” do apocalipse e a estrutura dos 8 biomas

A história coloca o jogador em 23 de maio de 1993, num cenário em que a líder de uma seita de esquema em pirâmide chamada “The Lady of the Past” apaga o cérebro de toda a humanidade. Para impedir o inevitável, o protagonista é um robô montado ao longo de 30 anos a partir de restos de um ator de telenovelas dos anos 90, e carrega dentro de si um parceiro inusitado: um tumor benigno chamado “Two More”, descrito como poderoso e com vida própria.

O objetivo é viajar para o passado e agir com precisão temporal: o jogo apresenta 8 horas antes do apocalipse, e cada nível (referido como “Bioma”) corresponde a uma hora na agenda da líder. Durante esses blocos, o jogador precisa sabotar os acontecimentos do dia dela, desde atividades no parque até a uma refeição em buffet livre, enquanto o “relógio” não para.

Sinergia de combate: trocar de persona para sobreviver

O coração do sistema de combate é a “Sinergia”, resumida na ideia de que jogar sozinho é rápido, mas agir em conjunto leva mais longe. Future Knight divide a ofensiva e a mobilidade em dois papéis que o jogador alterna instantaneamente.

  • Future Knight (O Músculo): dispara o Techno Blaster de plasma quântico, ataca com mordidas letais, rola para esquivar e usa armamento pesado para causar caos.
  • Two More (A Agilidade): “ejeta” o parceiro para executar Super Dashes, sobe paredes com viscosidade natural, permite disparos de curta distância e ajuda a entrar em espaços apertados.
  • Coreografia de violência: o jogador alterna entre as duas formas para recuperar vida do Future Knight usando Two More e, ao mesmo tempo, recarregar a energia do Two More usando o Future Knight.
  • Triângulos sectários: os inimigos podem deixar o que o jogo chama de triângulos da seita, descritos como a chave para desbloquear o caminho para a verdade.

Essa abordagem transforma o shmup num exercício de ritmo: não basta atirar, é preciso coordenar movimentos e funções, criando uma “dança” para eliminar inimigos com eficiência.

Neo-retro em “cristal líquido”: visual, narrativa e chefes

Além do gameplay, o jogo aposta numa assinatura visual incomum: tudo acontece no interior da tecnologia de uma calculadora e de um ecrã de cristais líquidos (LCD). O comunicado descreve a direção artística como uma mistura do adorável com o grotesco, com animações fluidas feitas à mão que parecem “manchas de tinta” em movimento — uma homenagem ao universo de jogos portáteis dos anos 80, com referências ao estilo de Satoshi Kon e à excentricidade japonesa.

A narrativa também é apresentada como “bizarra e sem filtros”, com humor negro e sátira social envolvendo seitas de esquema em pirâmide e situações surreais. Para completar a proposta, o jogo promete chefes finais marcantes, desenhados para exigir reflexos e oferecer lutas épicas, desafiantes e cheias de surpresas.

Por que o anúncio importa para quem joga

Com o lançamento em PS5, Xbox Series, Switch e PC, Future Knight tenta atrair tanto fãs de shmups quanto players que gostam de sistemas de combate com identidade própria. A combinação de uma estrutura temporal de 8 horas, níveis que alternam entre scrolling horizontal e vertical e um combate baseado em alternância instantânea entre duas “entidades” cria um tipo de desafio que depende tanto de posicionamento e esquiva quanto de gestão de energia e recursos.

Se esse formato de “dança” entre força bruta e agilidade viscosa encaixar no gosto do jogador, o jogo já chega com uma promessa clara: sobreviver até o futuro ser salvo — antes de virar passado.

Marcus Chen is a gaming journalist and industry reporter with more than 10 years of experience. He covers releases, announcements, and trends across PC, PlayStation, Xbox, and Nintendo, and keeps a close eye on the indie scene and esports. Previously an editor at several gaming publications, he now writes news, reviews, and breakdowns of major industry moments—from big showcases to updates on popular titles. His work is aimed at players who want a clear, fast read on what happened and why it matters.